sábado, 27 de abril de 2013
Regras escrotas - Ti-tãs
"Regras escrotas"
Acentos!
Em palavras estão isentos
Crases!
Deixam-se ver nas frases
Hifens!
Entre os margens
Das palavras domesticadas
Ditongos
Que habitam fonemas longos
Oxítona pelada
Paroxítona safada
Pro-paroxítona ida
Vão se fuder!
Porque aqui
Na aula de português
Só erro grosso
É que vai ter
Regras escrotas
Saim das mentes tortas
Regras escrotas
Venham a infestar
Meu lar!
Meu falar!
Meu nobre enxergar!...
Acentos!
Em palavras estão isentos
Crases!
Deixam-se ver nas frases
Hifens!
Entre os margens
Das palavras domesticadas
Ditongos
Que habitam fonemas longos
Oxítona pelada
Paroxítona safada
Pro-paroxítona ida
Vão se fuder!
Porque aqui
Na aula de português
Só erro grosso
É que vai ter
Regras escrotas
Saim das mentes tortas
Regras escrotas
Venham a infestar
Meu lar!
Meu falar!
Meu nobre enxergar!...
domingo, 21 de abril de 2013
A aportuguesar
Eu pergunto aos presentes
se não tem se posto a pensar
que as palavras são nossas e não de quem o dicionario faz Eu pergunto se nas palavras
nunca terá pensado você
que se a boca é nossa
é nosso o que ela der
A aportuguesar, a aportuguesar
que a palavra e nossa
é sua e de ele
de André e Tais, de João e José
Se molesto com meu tese
a alguém que não quer ouvir
com certeza é um lingüista
o um filho de Aurelio... ou tal vez de Houaiss
A aportuguesar, a aportuguesar
que a palavra e nossa
é sua e de ele
de André e Tais, de João e José
Eu pergunto se nas palavras
nunca terá pensado você
que se a boca é nossa
é nosso o que ela der
que as palavras são nossas e não de quem o dicionario faz Eu pergunto se nas palavras
nunca terá pensado você
que se a boca é nossa
é nosso o que ela der
A aportuguesar, a aportuguesar
que a palavra e nossa
é sua e de ele
de André e Tais, de João e José
Se molesto com meu tese
a alguém que não quer ouvir
com certeza é um lingüista
o um filho de Aurelio... ou tal vez de Houaiss
A aportuguesar, a aportuguesar
que a palavra e nossa
é sua e de ele
de André e Tais, de João e José
Eu pergunto aos presentes
se não tem se posto a pensar
que as palavras são nossas
e não de quem o dicionario faz.
nunca terá pensado você
que se a boca é nossa
é nosso o que ela der
sexta-feira, 1 de março de 2013
Canoa furada
Canoa Furada
Siba e Fuloresta
Saí pra pescar de canoa
Cochilei sem querer
E o rio me levou sem eu ver
No alto mar me largou
E a caona velha deixou
Muita água minar
Eu nunca aprendi a nadar
Será que essa água é molhada?
A canoa furada
Já ta perto de afundar
Em vez d'eu pescar um xaréu
Saberê, caraúna
Robalo, tainha, saúna
Camurim, camarão
Quem veio foi um tubarão
Pra me arrudiar
Será que ele quer me lanchar
Será que eu agüento a dentada?
A canoa furada
Já ta perto de afundar
Gritei: Meu Jesus, me socorra!
Me acuda, mamãe
Meu Deus, mande alguém que me apanhe!
Mas não chega ninguém
E o meu celular não dá nem
Pra ligar a cobrar
Que a conta ficou sem pagar
E a linha já ta bloqueada
A canoa furada
Já ta perto de afundar
Queria fazer uma prece
Para um santo qualquer
Que venha de onde vier
Mas me tire daqui
O caso é que eu nunca aprendi
Como faz pra rezar
Também não ia adiantar
Que reza de ateu não dá nada
A canoa furada
Já ta perto de afundar
Vocabulário
cochilar - Cabecear com sono.
minar - Cavar por baixo de.
xaréu - Peixe grande.
Saberê - Peixe conhecido por vários nomes, como anjo, cará, castanheta, donzela, donzela-amarela, donzela-cacau, donzelinha-amarela, saberê e saberê-amarelo. Apresenta corpo compacto, um pouco alto e, ao mesmo tempo, robusto.
caraúna - Ave do Brasil, também chamada tapicura.
Robalo - Peixe percídeo.
tainha - Peixe ciprinídeo.
saúna - Saúna é o nome popular de um peixe, o mesmo que pirati.
Camurim - Robalo.
arrudiar - Ficar dando voltas em torno de uma pessoa, algo. .
lanchar - comer como lanche;
prece - Súplica dirigida a Deus; oração.
Saberê - Peixe conhecido por vários nomes, como anjo, cará, castanheta, donzela, donzela-amarela, donzela-cacau, donzelinha-amarela, saberê e saberê-amarelo. Apresenta corpo compacto, um pouco alto e, ao mesmo tempo, robusto.
caraúna - Ave do Brasil, também chamada tapicura.
Robalo - Peixe percídeo.
tainha - Peixe ciprinídeo.
saúna - Saúna é o nome popular de um peixe, o mesmo que pirati.
Camurim - Robalo.
arrudiar - Ficar dando voltas em torno de uma pessoa, algo. .
lanchar - comer como lanche;
prece - Súplica dirigida a Deus; oração.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Ciranda
Increível poesia....
Cantando Ciranda na Beira do Mar
Siba
Ao modo de aves cruzando as alturas
Milhares de peixes vermelhos e azuis
Na cega certeza de algum que conduz
Percorrem distâncias nas águas escuras
Mas no oceano tem mais criaturas
Que esperam famintas pra lhes devorar
E aqueles que escapam vão ter de esbarrar
Que nem peregrinos exaustos de sede
Nos braços dos homens que arrastam a rede
Cantando ciranda na beira do mar
Pegando carona nas grossas correntes
Se vão tartarugas de cascos brilhantes
Que embarcam no rumo de praias distantes
Que servem de berço pra seus descendentes
Que rasgam os ovos, que emergem valentes
E correm sozinhas para se salvar
Mas só uma ou outra consegue chegar
Nas aguas salgadas que impedem o abraço
Das garras das aves de bico de aço
Que cantam ciranda na beira do mar
Coqueiros parecem vigias felizes
Que zombam do tempo que engole os humanos
E assim passam dias e meses e anos
Não cedem, não cansam, não tem cicatrizes
Mas o tempo aponta pra suas raízes
E as águas começam a se aproximar
Roendo as entranhas pra lhes derrubar
Que nem condenados, pendendo, penosos
Nos braços dos ventos morrendo orgulhosos
Cantando ciranda na beira do mar
Com olhos de vidro de cores berrantes
Balançam edifícios de quarenta andares
Que olhados de longe se parecem altares
Do culto esquecido de uns deuses gigantes
Que rompem os tempos dizendo arrogantes
Que o vento liberto não pode passar
E atrás das colunas que agarram o ar
Uns tantos se espremem sentindo os mormaços
Nas sombras de uns poucos que miram os espaços
Cantando ciranda na beira do mar
Eu vivo pisando nas mesmas areias
Que o mar passa os dedos e acaricia
Nas noites de lua com brisa macia
Escuto o chamado das mesmas sereias
Me sento nas pedras que nas marés cheias
As ondas procuram pra se arremessar
Que nem combatentes que vem guerrear
Sem ter esperança de fama ou de glória
Se acabam em espuma, se apagam da história
Cantando ciranda na beira do mar
Vocabulário
esbarrar -
1. Atirar, arremessar (como barro à parede).
2. Topar.
3. Ir de encontro a.
4. Tropeçar, embater.
5. Cair (dando grande golpe).
6. Ficar sem saber o que dizer ou responder um despropósito.
zombar - mofar, riduculizar
macia - brando, suave, ameno, agradável
arremesar - atirar-se, aventurar-se
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Voltando à Terra
Locuções interessantes encontradas no livro Ana Terra de Erico Verissimo:
boato - Notícia (ainda não confirmada) que é do domínio público.
sesmaria - Terra inculta ou abandonada.
graúdos - Os ricos, os poderosos.
tanoeiro - O que faz ou conserta tonéis ou outras vasilhas semelhantes.
calafate - Operário que calafeta.
calafetar - Vedar com estopa alcatroada as juntas dos navios, das aduelas, tampos de pipa, etc.
pigarra - Embaraço na garganta causado pelo catarro.
agua de gamela - gamela - Planta são-tomense de fruto leitoso e medicinal.
fresta - Abertura estreita e longitudinal.
furna - Caverna, antro.
serventia - Utilidade. / Servidão, trabalho de servente.
burlequear - Vadiar, passear à toa.
bisonhas - Que tem pouca experiência ou habilidade.
volúpia - Prazeres sensuais.
criação - Propagação das espécies dos animais domésticos, e cuidados que exigem enquanto pequenos.
espingarda - Arma de fogo, portátil, composta de um tubo ou cano metálico montado numa coronha, geralmente de madeira.
taipa - Tabique.
amancebar - Ligar-se maritalmente a alguém, sem laços de casamento; tomar concubina, amante. = AMANTIZAR-SE, AMASIAR-SE, AMIGAR-SE, JUNTAR-SE
coice - Pancada ofensiva e defensiva doseqüídeos com as patas.
estripulias - estrepolia - Tropelia, maldade.
Onde Judas perdera as botas
De raro em raro
Dizer nomes feios
Pegar no pau furado - Ser chamado às fileiras
Sentar praza
Por toda a parte
Sossegar o pito - Acalmar-se
boato - Notícia (ainda não confirmada) que é do domínio público.
sesmaria - Terra inculta ou abandonada.
graúdos - Os ricos, os poderosos.
tanoeiro - O que faz ou conserta tonéis ou outras vasilhas semelhantes.
calafate - Operário que calafeta.
calafetar - Vedar com estopa alcatroada as juntas dos navios, das aduelas, tampos de pipa, etc.
pigarra - Embaraço na garganta causado pelo catarro.
agua de gamela - gamela - Planta são-tomense de fruto leitoso e medicinal.
fresta - Abertura estreita e longitudinal.
furna - Caverna, antro.
serventia - Utilidade. / Servidão, trabalho de servente.
burlequear - Vadiar, passear à toa.
bisonhas - Que tem pouca experiência ou habilidade.
volúpia - Prazeres sensuais.
criação - Propagação das espécies dos animais domésticos, e cuidados que exigem enquanto pequenos.
espingarda - Arma de fogo, portátil, composta de um tubo ou cano metálico montado numa coronha, geralmente de madeira.
taipa - Tabique.
amancebar - Ligar-se maritalmente a alguém, sem laços de casamento; tomar concubina, amante. = AMANTIZAR-SE, AMASIAR-SE, AMIGAR-SE, JUNTAR-SE
coice - Pancada ofensiva e defensiva dos
estripulias - estrepolia - Tropelia, maldade.
Ditos
Deus ajuda a quem cedo madrugaOnde Judas perdera as botas
Locuções
Conversa afiadaDe raro em raro
Dizer nomes feios
Pegar no pau furado - Ser chamado às fileiras
Sentar praza
Por toda a parte
Sossegar o pito - Acalmar-se
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Terra
Locuções interessantes encontradas no livro Ana Terra de Erico Verissimo:
Onde Judas perdera as botas
cair de borco - cair de bruços ou com a face para baixo
o sol estava a pino - a pino: verticalmente, a prumo.
caiu de flaco
ficar de olho aceso ~ ficar esperto (interpretação própria)
sem eira nem beira - com poucos recursoseconômicos ; sem bens.
eira - Terreno liso ou empedrado onde se põem a secar e se trilham ou desgranam legumes ou cereais; beira - margem da eira
sem rei nem roque - sem governo, em completa anarquia.
roque = TORRE;
cafundó ~ cafua - buraco ou escavação na terra. = ANTRO, CAVERNA, COVA
papudo - Proeminente; carnudo. olhos papudos: olhos de pálpebras grossas, inchados.
capão - Bosque, em meio de um descampado.
buço ralo - bigode
enviesado - Oblíquo; torto.
estrado - Sobrado de madeira pouco erguido do chão.
bugre - Indígena selvagem.
argila - Terra ou rocha formada de sílica e alumina. = BARRO
verniz - Solução da resina em álcool ou em outras substâncias com que se cobre a superfície de certos objetos
Onde Judas perdera as botas
cair de borco - cair de bruços ou com a face para baixo
o sol estava a pino - a pino: verticalmente, a prumo.
caiu de flaco
ficar de olho aceso ~ ficar esperto (interpretação própria)
sem eira nem beira - com poucos recursos
eira - Terreno liso ou empedrado onde se põem a secar e se trilham ou desgranam legumes ou cereais; beira - margem da eira
sem rei nem roque - sem governo, em completa anarquia.
roque = TORRE;
Vocabulario
sanga - Arroio; pequeno ribeiro de pouca água.cafundó ~ cafua - buraco ou escavação na terra. = ANTRO, CAVERNA, COVA
papudo - Proeminente; carnudo. olhos papudos: olhos de pálpebras grossas, inchados.
capão - Bosque, em meio de um descampado.
buço ralo - bigode
enviesado - Oblíquo; torto.
estrado - Sobrado de madeira pouco erguido do chão.
bugre - Indígena selvagem.
verniz - Solução da resina em álcool ou em outras substâncias com que se cobre a superfície de certos objetos
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Frequência
Interessante intervalo do livro Todos os nomes de Saramago, para aprender como falar de frequência
Isto significa que os auxiliares de escrita são obrigados a trabalhar sem parar de manhã à noite, enquanto os oficiais o fazem de vez em quando, os subchefes só muito de longe em longe, o conservador quase nunca.
Outras locuções adverbiais que falam de frequência:
de quando em quando
de tempos a tempos
às vezes
de raro em raro
E aqui uma expressão idiomática
a cada morte de papa
Isto significa que os auxiliares de escrita são obrigados a trabalhar sem parar de manhã à noite, enquanto os oficiais o fazem de vez em quando, os subchefes só muito de longe em longe, o conservador quase nunca.
Outras locuções adverbiais que falam de frequência:
de quando em quando
de tempos a tempos
às vezes
de raro em raro
E aqui uma expressão idiomática
a cada morte de papa
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